Dr. Inácio Ventura

Dr. Inácio Ventura - Ortopedista - Quadril e Joelho - Brasília, DF

Conheça os benefícios de uma boa pedalada

Conheça os benefícios de uma boa pedalada

Adivinha quem completou 200 anos em 2017? A bicicleta. Os registros apontam que o idealizador foi o barão alemão Karl von Drais. Em 1817, ele decidiu criar um meio de transporte que fosse mais fácil de manter e até mais econômico que os cavalos. Àquela época, a invenção ganhou o nome de “máquina de andar”, era de madeira e pesava ao menos cerca de 25 kg. E acredite: para sair do lugar eram necessários alguns empurrões com os pés.

O desenho representa o idealizador da bicicleta, Karl von Drais.

Anos depois, a ideia de duas rodas ganhou pedais e pneus. Desde então, as mudanças não pararam. Hoje, as bicicletas são de vários tamanhos e modelos e não se esgotam os recursos tecnológicos que as tornam mais leves, práticas e elegantes. Isso tudo sem falar que viraram símbolo de mobilidade sustentável e têm atraído muita gente que tem incorporado o ciclismo no seu dia a dia. De acordo com pesquisa feita em 2015 pela Associação Nacional de Transporte Público (ANTP), a frota nacional de 50 milhões de unidades dobrou na última década, e 7,4% dos deslocamentos dentro das cidades são feitos de bicicleta.

Cidadão indo para o trabalho de bicicleta.

E você? Tem bicicleta? Já deu uma pedalada hoje ou está interessado em entrar na lista dos adeptos do ciclismo? O médico ortopedista Dr. Inácio Ventura preparou alguns esclarecimentos muito importantes sobre esta modalidade.

1) Benefícios
2) Características

Há diferença entre pedalar em pé e sentado? Sim, totalmente. Quando sentado, há uma carga menor nas articulações; ao contrário de estar em pé, quando a força aplicada ao pedal pode ser superior a três vezes o peso total da pessoa. 

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Pessoa pedalando sentada na bicicleta

Isso não quer dizer que pedalar em pé faz mal à saúde. Trata-se apenas de um alerta importante a quem quer praticar a atividade desta forma, para fazer um trabalho muscular de suporte e se preocupar ainda mais com uma técnica correta de execução.

Uma pessoa pedalando em pé na bicicleta
3) Riscos

Assim como correr, remar e praticar triátlon, pedalar também pode causar lesões por conta de uma sobrecarga de treinamento, o chamado overuse. Os problemas surgem em função de um desequilíbrio entre o tempo de treinamento e o período de repouso do corpo para a regeneração dos tecidos.

Cerca de 70% dos praticantes podem ter problemas com causas na coluna lombar e na região dos quadris. Quer exemplos? Artrose lombar e do quadril, impacto femoroacetabular ou lesão do labrum (estrutura que ajuda a manter a lubrificação da articulação do quadril), hérnia de disco, dor glútea e pubalgia (dor na parte baixa do abdômen e na virilha).

Além disso, mais de 40% queixam-se de dor nos joelhos – especialmente dor anterior (síndrome patelofemoral ou “condromalácia”) e na região externa, lateral (síndrome do atrito iliotibial). Quase metade tem dor cervical (pescoço e nuca) e dorsalgia (região alta das costas, entre os ombros).

Há ainda as lesões agudas traumáticas – mais frequentes, porém mais leves nos adeptos de mountain bike; e que podem ser graves, com traumas múltiplos em virtude das altas velocidades alcançadas, no caso do ciclismo de rua (semelhantes às decorrentes de acidente de trânsito com motocicleta). 

Importante ressaltar que é necessário um treinamento equilibrado, com ajuda de um profissional, além de dormir adequadamente e adotar uma alimentação correta, que favorecem o metabolismo e ajudam no controle da ansiedade e do estresse. Estes são passos que fazem a diferença.

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Um praticante de mountain bike.
4) Diagnóstico

O diagnóstico correto e precoce de qualquer lesão é essencial. E essa preocupação deve ser também a do ciclista. O cuidado logo no início reduz os prejuízos físicos, psicológicos, sociais e financeiros e previne o desenvolvimento de doenças crônicas ou sequelas.

5) Recuperação

O ciclismo tem uma particularidade. Por não sobrecarregar diretamente as articulações, permite uma prática em alto nível, mesmo após o diagnóstico de lesões em estágios avançados ou de cirurgias substitutivas, como a prótese de quadril.

Um grande exemplo disso é a ciclista norte-americana Kristin Armstrong. Em 2001, aos 27 anos de idade, ela trocou o triátlon pelo ciclismo após o diagnóstico de artrose em ambos os quadris. Isso não representou o fim de sua história profissional. Kristin registrou uma carreira vitoriosa como competidor de elite, ao conquistar nada mais nada menos que três medalhas olímpicas de ouro em 2008, 2012 e 2016, no Rio de Janeiro.

Ciclista norte-americana, Kristin Armstrong.
6) Qualidade do equipamento

Se você é ciclista ou está pensando em incorporar essa atividade física, não se esqueça que ter um equipamento de qualidade faz toda a diferença para o bom desempenho e para a saúde. Ao adquirir, pense no tipo, nas dimensões (quadro e aros) e faça os ajustes de posicionamento (guidão, selim, pedais) corretos – a isto chamamos de bike setup. Procure profissionais que possam orientá-lo.

Bike setup

 

7) Experiência própria

“O ciclismo não faz parte da minha rotina, mas tenho muitos amigos e pacientes ciclistas e triatletas. Considero uma opção muito interessante para quem busca saúde e qualidade de vida e, por esta razão, frequentemente recomendo aos que nunca praticaram que experimentem. Me sinto estimulado a aprender sempre mais sobre a modalidade e isto me tornou um admirador do esporte.”

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Saiba mais sobre o Dr. Inácio Ventura

O Dr. Inácio Ventura é médico ortopedista. Formou-se pela Universidade de Brasília – UnB (2005). Fez Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia pelo Instituto Nacional de Ortopedia e Traumatologia – INTO-RJ (2008).

Fez pós-graduação em Cirurgia do Quadril e Joelho no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná – HC UFPR (2009), e em Medicina Esportiva e Exercício pela Universidade Veiga de Almeida – UVA-RJ (2009).

No currículo, acumula diversos títulos e certificações como membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Sociedade Brasileira de Quadril (SBQ) e Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ) e membro efetivo da International Society for Hip Arthroscopy (ISHA) e da American Association of Hip and Knee Surgeons (AAHKS).

O Dr. Inácio Ventura atua como médico concursado e Professor Colaborador Voluntário no Hospital Universitário de Brasília – HUB. Além disso, é sócio-proprietário do Instituto do Osso e da Cartilagem – Unidade Brasília.

Ele desenvolve um trabalho focado em prevenção, tratamentos não cirúrgicos e minimamente invasivos das lesões esportivas e artrose. Possui vasta experiência em cirurgias de reconstrução complexas (próteses) e preservadoras (artroscopias) do quadril e do joelho.

Saiba mais sobre o Instituto do Osso e da Cartilagem (Brasília)

O Instituto do Osso e da Cartilagem (IOC) oferece tratamentos atualizados, individualizados e completos nas áreas de Ortopedia, Traumatologia, Medicina Esportiva, Clínica da Dor e Ultrassonografia Musculoesquelética.

A missão é garantir um atendimento responsável e respeitoso de forma a promover o bem-estar do paciente. O corpo clínico atua sempre baseado em valores como competência, ética, humanização e inovação.

Faça-nos uma visita e conheça nossas instalações e profissionais.

O IOC Brasília: Shopping Deck Brasil, Lago Sul – SHIS QI 11, 1º andar, salas 109-111.

Contatos: +55 (61) 9 9630-0600 / +55 (61) 3248-7350.