Dr. Inácio Ventura

Dr. Inácio Ventura - Ortopedista - Quadril e Joelho - Brasília, DF

Saiba porque correr é bom para o corpo e a mente!

Saiba porque correr é bom para o corpo e a mente!

Quantas pessoas praticam corrida no Brasil? Não existe um número certo. Estima-se que aproximadamente 4 milhões de brasileiros têm esse hábito que os torna mais felizes. Recentemente, a Universidade de Montreal, no Canadá, mostrou que o segredo dessa felicidade poderia estar ligado à leptina, hormônio produzido pelas células da gordura que provoca sensação de saciedade e estimula a prática de atividade física. Os cientistas descobriram que a substância exerce papel motivador na corrida.

E você? Quer incluir essa prática no seu dia a dia, mas precisa saber mais sobre o assunto? O médico ortopedista Dr. Inácio Ventura, do Instituto do Osso e da Cartilagem – Unidade Brasília, traz informações superinteressantes.

Vantagens: quais as principais?

São várias. Entre elas estão:

Quer saber de uma curiosidade? Em abril deste ano, a revista Nature, uma das mais respeitadas no mundo, encontrou associação entre a prática de corrida e um “fortalecimento” do disco intervertebral, o que poderia retardar ou evitar o envelhecimento da coluna vertebral e o surgimento de hérnias de disco, por exemplo.

Idade: há limites?


Esse é um dos fatores que atraem mais adeptos. Pode começar na infância e seguir até o momento em que a pessoa se sinta disposta a praticar. Importante ressaltar que não pode faltar a orientação de um profissional.

Distância: qual a ideal para mim?

Decidiu começar? Nada de achar que em poucos dias já será um maratonista. Condicionamento requer preparo e isso exige tempo. O ideal é procurar um médico e um profissional de Educação Física para avaliar suas condições físicas e dizer o ritmo e a distância ideais no início. O aumento será gradativo, afinal é preciso respeitar os limites do corpo.

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Acessórios: precisa de algo especial?

Ninguém vai para o clube de salto alto, terno e gravata, não é verdade? Na hora de correr, a roupa e o calçado devem ser apropriados para o tipo de atividade. Não se trata de adquirir nada caro, profissional. Não existe um modelo ideal, que sirva para todos. A dica é escolher algo leve, confortável, que ao mesmo tempo suporte os impactos da corrida.

É necessário levar em conta fatores como: sexo, idade, peso e altura, constituição muscular, tipo de pisada e técnica, terreno, frequência, intensidade e volume de treino. Por que essa preocupação?  O uso de equipamentos/acessórios inadequados pode prejudicar o desempenho e os resultados esperados. Sem falar que pode levar a inúmeras lesões musculoesqueléticas por vezes até graves.

Riscos: existem?

Toda atividade física pode “danificar” o corpo. No caso da corrida, as articulações que recebem a carga mais diretamente são as seguintes: coluna lombar, quadris, joelhos e tornozelos/pés.

Estão na lista de lesões mais comuns: estiramentos musculares e tendinites ou bursites, condropatia patelar, impacto femoroacetabular e lesão do labrum, fraturas por estresse, além de queixas inespecíficas como lombalgia e “canelite”.

Por isto, a importância do acompanhamento de um profissional. Além de orientar a prevenção, a qualquer sinal de problema ele saberá o que fazer para evitar sequelas.

Mais velhos: têm mais lesões?

Há diferentes lesões mais prevalentes para as distintas faixas etárias. São necessários cuidados e trabalhos preventivos específicos em cada um dos casos.

Profissionais: também podem se machucar?

Sim. Estes sofrem muito com as lesões, que podem até levar a um fim precoce da carreira. O processo de preparação deles é exaustivo e, ao lado disso, há uma preocupação redobrada com o excesso de treinamento. Não é raro se machucarem e não cumprirem o tempo mínimo de recuperação por conta da proximidade de competições. Esse é outro risco que leva a situações ainda mais graves.

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Abebe Bikila: lembra-se dele?

Você se lembra do lendário maratonista Abebe Bikila? Ele foi bicampeão olímpico, mas precisou abandonar suas duas últimas maratonas antes do término devido a lesões, isto apenas 4 anos após bater o recorde mundial da categoria. Pense que sofrimento foi para ele…

Experiência própria: “adoro correr”

“Eu tinha apenas 8 anos de idade quando comecei a sentir muito prazer pela prática. No início, era apenas uma atividade complementar para melhorar meu condicionamento e me preparar melhor para as atividades nas quais competia: judô e futsal. Hoje, corro duas vezes por semana e intensifico o treinamento quando estou perto de participar de alguma prova.

O que mudou na minha vida? Tenho mais disposição, mais tempo em contato com a natureza, momentos de “esvaziamento” mental para aliviar o estresse e, de quebra, oportunidade de estar com os amigos e fazer novas amizades.

A corrida é uma prática muito democrática. É viável em ambientes internos ou ao ar livre, exige um mínimo de investimento e infraestrutura e pode ser feita em horários e locais variados. Uma pessoa que viaja, por exemplo, pode manter a corrida neste período em que está fora de casa. Os resultados estéticos e de condicionamento físico são visíveis em curto prazo. Isso sem falar que se trata de uma excelente forma de aliviar as tensões, melhorar o sono e as relações sociais.

Eu recomendo a todos que buscam uma atividade física. É interessante ler sobre o esporte (fontes seguras), procurar profissionais devidamente preparados para garantir um início correto e, claro, ter muita persistência e dedicação. O início nunca é fácil. Vá com calma e o caminho será seguido de forma segura e com bons resultados.”

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